Uma recusa de um centro de formação raramente chega sozinha: costuma cair a meio da procura de empresa e dá a sensação de que tudo desaba. Quase nunca é assim. Eis como ler a decisão e recomeçar, tal como o explicamos aos candidatos no SuperAlternant.
Perceber o motivo verdadeiro
Um centro de formação não é um serviço público de colocação: seleciona. Os motivos mais frequentes nada têm a ver com o seu valor pessoal:
- a capacidade de acolhimento da turma está esgotada;
- o seu percurso escolar não corresponde aos requisitos do diploma;
- o seu projeto profissional pareceu vago durante a entrevista;
- ainda não tinha empresa e o centro privilegia quem já está sob contrato.
Este último caso é, de longe, o mais comum e o mais reversível.
Pedir uma explicação por escrito
Pode pedir educadamente ao centro o motivo preciso da recusa. A resposta servirá duas vezes: para corrigir a candidatura e para se apresentar noutro sítio sabendo o que mudar.
Basta um email curto. Agradeça, pergunte o que faltou e se uma candidatura posterior seria admissível.

Os recursos reais
Não existe recurso contencioso contra a decisão de um centro privado. Funcionam, porém, três alavancas:
- encontrar primeiro a empresa: quem chega com uma promessa de contratação muda de estatuto aos olhos do centro, e muitas recusas transformam-se então em admissões;
- pedir sempre lugar em lista de espera: as desistências de setembro são numerosas;
- alargar a procura: o mesmo diploma é muitas vezes ministrado por vários organismos na sua região, com datas de seleção desfasadas.
Não ficar preso a um único diploma
Um título profissional próximo, um nível abaixo seguido de prosseguimento de estudos, um início adiado para janeiro: os caminhos para a mesma profissão são mais numerosos do que parecem. Uma recusa fecha uma porta, não o caminho.